Em mim sempre houve um fascínio pelo fim das coisas, não pelo fim propriamente dito, mas pelo que vinha após o fim. "O que será que tem no fim do universo", "como será o fim do mais profundo oceano", "o que será que vem depois da morte", eram apenas uns dos questionamentos que eu tinha sobre o fim das coisas. Uma pena eu não saber lidar com o fim, quando ele é proposto à mim e não quando sou eu a oferecê-lo. Típico de quem deseja controlar o mundo ao seu redor, já que não da conta do mundo que explode de dentro de si. --- Carlos Eduardo já teve uma vida. Amigos. Popularidade. As pessoas gostavam de estar perto dele. Era o tipo de cara que sempre tinha uma boa piada pronta pra compartilhar e fazer a turma sorrir. Na igreja, era quem ouvia o pedido de oração dos amigos, as reclamações, as indagações, as dores e aflições que atribulavam a alma alheia. Na faculdade ele era uma mistura de nerd-virgem com mineiro-come-quieto. Quem sabe se esse t...